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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Toni C. inicia maratona de lançamentos do livro “O Hip-Hop Está Morto!”


Saraus, pontos de cultura e instituições recebem lançamentos do romance que transforma o hip-hop em personagem e conta a história do movimento no país


“O que seria da minha vida sem o hip-hop? Nem me atrevo a responder”. É assim que o cantor Dexter resume a obra deToni C., logo no prefácio. “O Hip-Hop Está Morto!”. Assim, entre aspas, na boca de alguém. Quem? Só lendo para descobrir. A obra, com 156 páginas, assume o desafio de contar a história da cultura popular no Brasil, de maneira romanceada. Com cara e coração, o hip-hop se transforma no personagem e narra a própria história através do alter ego Hian, que leva a estudante Samara que realiza uma pesquisa sobre o movimento, para uma viagem entre fatos, pessoas e elementos que ajudam a construir uma das principais contraculturas mundiais.


Obrigatório. Assim o livro é classificado por quem conhece bem o hip-hop, rappers, disque-joqueis, dançarinos, graffiteiros, jornalistas e críticos literários. Como um “guia introdutório” a uma das principais culturas populares do planeta, “O Hip-Hop Está Morto!” está longe de ser uma cartilha e traz ainda elementos novos e adicionais a uma das mais importantes manifestações culturais do Brasil.
A obra contempla o leitor com 28 fotos em preto e branco de figuras emblemáticas como Sérgio Vaz (Cooperifa), Nelson Triunfo, Rapin Hood, Thaíde, Renan Inquérito, Rubia RPW, DJ KLJay e MV Bill, que
são, inclusive, transformados em personagens. Também há uma homenagem aos falecidos Dina Di e Sabotage.


Encantador sem ser piegas, “O Hip-Hop Está Morto!” é um romance ousado, ficção e realidade misturam-se e o livro é capaz de atrair diversos leitores pela simplicidade narrativa e riqueza histórica, que apropria-se de uma citação bastante usada e que, como descreve na contra-capa o rapper e também escritor Renan Inquérito: “Toni C. espalhou essa notícia só para ver quem vai chorar, quem vai sorrir. O título é o grande paradoxo desse romance, um livro vivo, para ser lido na véspera do amanhã. Mas, afinal, o que é o Hip-Hop?” Quer saber? Leia. “O Hip-Hop Está Morto!” A História do hip-hop no Brasil de Toni C..


Sobre o autor


Toni C. é uma das pessoas mais influentes da cultura brasileira segundo o prêmio Tuxauá 2010. Conhecido como um artista multimídia, ele é pesquisador, cineasta, DJ e agitador cultural. Dirigiu o documentário “É Tudo Nosso ! O Hip-Hop Fazendo História” e organizou os livros “Hip-Hop a Lápis” e“Literatura do Oprimido”. É editor do recém lançado livro de poesias “#PoucasPalavras”.


É também membro fundador da Nação Hip-Hop Brasil e curador do Sarau no Centro Cultural CPFL. Ministra oficinas literárias que se materializaram no livro “Um Sonho de Periferia” em parceria com a Orpas.


Trabalha como editor audiovisual da TV Vermelho e é pesquisador do programa Estação Periferia – TV Brasil, além de colaborador do portal RAP Nacional.


Entre os prêmios recebidos estão o Cooperifa, Menção Honrosa pela Câmara de Marília – SP, considerado uma das 50 pessoas mais influentes na cultura brasileira pela Escola Viva em 2009 através do Ministério da Cultura foi ainda congratulado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul com a medalha comemorativa da 53ª Legislatura do Estado (2011).



Serviço – Mais informações sobre o romance “O Hip-Hop Está Morto”
e os lançamentos podem ser encontradas no site http://www.literarua.com.br/morto/



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sérgio Vaz vence Prêmio Governador do Estado em três categorias

São Paulo, SP - “Povo lindo, povo inteligente. É tudo nosso”. Esse é o coro, entoado , religiosamente, todas as quartas-feiras no Bar do Zé Batidão, na zona sul de São Paulo, onde acontece o Sarau da Cooperifa. Só que, nesta semana, ele foi antecipado para a terça-feira (24), quando o criador do sarau, o poeta Sérgio Vaz recebeu três troféus durante a entrega do Prêmio Governador do Estado 2011.
Nas categorias inclusão cultural, o poeta levou os prêmios Voto Popular e Júri Especial. E ainda no destaque cultural, recebeu o prêmio por conta do voto popular.
Neste aniversário de 458 anos os prêmios foram oferecidos, pelo poeta, a Favela do Moinho, onde ele esteve no último domingo (22) prestando solidariedade durante o #FestivalMoinhoVivo e por quem dedica o sarau da Cooperifa de hoje, para arrecadação de alimentos e roupas e também ao Pinheirinho, em São José dos Campos, onde várias famílias sofrem com a desocupação.
Questionado sobre a importância da premiação, Sérgio Vaz fala em coletividade. “São 23 anos de luta, de batalha pela cultura da periferia. Não é um prêmio meu, é da comunidade. De todos que representam a periferia. É um prêmio aos que sabem que briga tem hora para acabar e luta é para uma vida inteira. De coração, dediquei a favela do Moinho, do Pinheirinho, as favelas do Pirajuçara e Piraporinha, na zona de sul de São Paulo”, destaca.
Além do prêmio do júri, os artistas, grupos e instituições escolhidos pelo voto popular receberam o troféu elaborado pelo artista plástico Florian Raiss especialmente para o Prêmio Governador 2011. O site do evento na internet recebeu mais de 120 mil votos entre os dias 3 e 23 de janeiro.
Sérgio Vaz também foi o escolhido pelo voto popular na modalidade Inclusão Cultural (4.744 votos) e ainda recebeu o Destaque Cultural, pelo conjunto da obra, com 3.524 votos. 
Durante o recebimento, Vaz reforçou a ideia de revolução cultural que está sendo feita pela periferia. “Estamos vivendo a mesma efervescência cultural que a classe média viveu nos anos 60/70 e por isso o momento é muito rico para nós. Como periférico, me sinto como estrangeiro nesse país. Enquanto o Brasil tiver homens e mulheres com mais de 60 anos que nunca leram um livro, foram ao cinema ou viram uma peça de teatro, é um país ilegal, sem alvará de funcionamento e sem licença para ser pátria. Muitos jovens morreram para que eu segurasse este trofeu”, dispara.
No total, o Prêmio Governador 2011 entregou R$ 520 mil entre todos vencedores, o maior valor distribuído por um governo estadual brasileiro em uma premiação do tipo. "O reconhecimento do trabalho realizado é um incentivo do Governo de São Paulo para estimular a produção cultural de qualidade", afirma o Secretário da Cultura, Andrea Matarazzo.  


(por Jéssica Balbino)